Educação financeira é aliada do consumidor para bem utilizar décimo terceiro
Vinicius Carvalho
19/12/2011 - 09:59
Festas, viagens e presentes fazem parte do mês de dezembro. Para isso, o trabalhador conta com o 13º salário. Mas todo cuidado é pouco na hora de decidir o que fazer com o benefício natalino porque o dinheiro extra pode significar liberdade ou armadilha para o bolso do consumidor.
Vale lembrar que a dívida maior do brasileiro surge com a compra de bens, ou seja, de automóvel, casa e apartamento. As mais prejudiciais, entretanto, são as menores, contraídas pelo cartão de crédito e cheque especial.
É preciso estar atento às diferenças. Embora de valores altos, os bens têm juros baixos (entre 1% e 2% ao mês ). Na verdade, o que mais pesa no bolso são os juros do cheque especial e do cartão (de 7% a 15% mensais). Fica fácil concluir, então, que a prioridade máxima é quitar ou aliviar essas dívidas com o 13º, além de evitar o cheque especial e o cartão de crédito. Pesquisa feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças revela que, este ano, 60% dos consumidores pretendem utilizar o 13º salário para o pagamento de dívidas, o que demonstra maturidade.
A situação financeira de cada família deve ser o ponto de partida. O consumidor com débito alto não deve elevar ainda mais sua dívida e o ideal, portanto, é que compre lembrancinhas para presentear no Natal. Os que não têm contas pendentes devem se preocupar com o futuro, buscando uma reserva financeira, afinal vêm aí os gastos do início do ano como IPVA e IPTU, material escolar e outros.
Não saia gastando tudo, afinal são só alguns dias de festas. O planejamento de gastos é fundamental para evitar problemas futuros. Lembre-se que o melhor investimento é a educação financeira tendo como linha mestra o consumo consciente.






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