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Foi no ano de 1977, e nos bastidores da política brasileira, estava em gestação um lento processo de abertura, que só iria se consolidar na década de 1980. Longe do quadro de intrigas palacianas, um jovem determinado acreditava na salvação do povo brasileiro e começava a difundir a Palavra de Deus. O altar era o modesto coreto de uma pequena área de lazer chamada Jardim do Méier, no populoso bairro de Méier, Zona Norte do rio de Janeiro.

Todos os sábados, às 18 horas, munido de fé e determinação, o evangelistas Edir Macedo, na posse de uma antiga caixa de som e um pequeno teclado, fazia pregações ao ar livre para um pequeno grupo de pessoas, a maioria curiosos que passavam pelo local.

Nessas reuniões da chamada “Cruzada para o caminho eterno” foram dados os primeiros passos para a conquista de almas e difusão do Evangelho.

Plantada a semente, o número de membros cresceu e as reuniões passaram a ser feitas num antigo cinema, o Bruni Méier, passando depois para outro cinema, o Ridan, no bairro de Piedade, também na Zona Norte carioca. Os encontros depois se transferiram para um pequeno armazém na Avenida Suburbana, onde antes funcionava uma funerária. O local, hoje transformado em estacionamento, começou a ser usado para resgatar e levar vida aos espiritualmente mortos.

Em 9 de Julho do mesmo ano, nasceu oficialmente a Igreja, a princípio baptizada com o nome de Igreja da Bênção. A época, a divulgação era feita por no máximo dez abnegados obreiros, que distribuíam folhetos nas ruas próximas, convidando as pessoas a participar dos cultos. Os primeiros frequentadores faziam de tudo um pouco: limpavam o templo, confeccionavam cortinas e ajudavam na pintura das paredes. Muitas vezes, trabalhavam de madrugada. Tudo isso voluntariamente.

 

Os primeiros bancos eram de madeira e foram sendo comprados pelos próprios membros, cujo número se multiplicava o que tornou o espaço pequeno. Foi então necessária uma nova mudança, desta vez para uma antiga fábrica de móveis, no número 7.702 da mesma avenida. Surgiu assim a sede nacional, o templo da Abolição, com capacidade para 1.500 pessoas, ampliando posteriormente, e actualmente pequeno para tantos membros. A decisão de alugar o local a um preço alto, para as condições da época, foi um entre tantos outros gestos de ousadia do jovem Edir Macedo que contribuíram para construir o sólido Centro de Ajuda Espiritual.

 

 

 
 
 

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